Cautela na revista de funcionários evita processos

As empresas têm o direito de revistar seus empregados a fim de proteger seu patrimônio. Para não desencadear ação por danos morais, no entanto, o ato deve ser realizado com cautela, sem expor publicamente o trabalhador ou causar-lhe constrangimentos que firam sua dignidade.

A revista pessoal, que inclui a inspeção visual de sacolas, bolsas e outros pertences, deve ocorrer em locais apropriados, preferencialmente ao fim da jornada de trabalho e mediante aviso prévio do procedimento, que deve ser acordado entre empregador e representante dos empregados. Também é importante que a revista seja feita em todos os trabalhadores ou por sistema de seleção aleatória, sem discriminação de cor, raça, posição hierárquica, sexo, religião ou opção política.

Já a chamada revista íntima causa mais controvérsia, sobretudo em função dos recursos tecnológicos para controle de bens existentes hoje em dia, como detectores de metais, etiquetas magnéticas e câmeras para filmagem dos postos de trabalho. Caracterizada pela vistoria do corpo do entrevistado, podendo até incluir desnudamento, a prática pode ser questionada judicialmente, com pedido de indenização por dano moral, se considerada abusiva. A Consolidação das Leis do Trabalho veda a revista íntima de mulheres e alguns juristas defendem que a proibição pode ser estendida aos homens pela aplicação do princípio legal da igualdade.

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